V ENCONTRO NACIONAL DE ENSINO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE E DO AMBIENTE Universidade Federal Fluminense 15 a 18 de maio de 2018

Minicursos/Oficinas

Informamos que as inscrições para os Minicursos/Oficinas estarão abertas a partir do dia 19/03. Os interessados poderão fazer a inscrição pelo email: minicursosoficinas@gmail.com

 

  ATENÇÃO para os Minicursos/Oficinas com vagas esgotadas e cancelados.

MINICURSOS

 

MC1 LEITURA E ESCRITA NAS AULAS DE CIÊNCIAS: FORMAÇÃO PARA A ALFABETIZAÇÃO (CIENTÍFICA)?

 RESPONSÁVEL Tatiana Galieta (FFP/UERJ)

BIOGRAFIA

Doutora em Educação Científica e Tecnológica.  Coordenadora do Subprojeto Biologia FFP/UERJ – PIBID/CAPES. Coordenadora Adjunta do Mestrado em Ensino de Ciências, Ambiente e Sociedade (PPGEAS/UERJ).

E-mail tatigalieta@gmail.com

PROPOSTA

As práticas de leitura e escrita que estão presentes nas aulas de Ciências contribuem para a alfabetização na língua materna e/ou para a alfabetização científica? Esta questão central é foco deste curso que abordará discussões sobre os conceitos de leitura e de escrita relacionados a uma abordagem discursiva. A alfabetização (científica) aparece como pano de fundo para aprofundarmos as relações entre o processo de ensino-aprendizagem de conceitos científicos e o exercício da leitura e da escrita em aulas de Ciências.

DATA 15/5

HORÁRIO 14 – 17H

15 VAGAS

 

MC 2 APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA E MAPAS CONCEITUAIS

 RESPONSÁVEL Marco Antonio Moreira (UFRGS)

BIOGRAFIA

Licenciado em Física (1965) e Mestre em Física (1972) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)/Brasil e Doutor em Ensino de Ciências (1977) pela Cornell University/USA. Foi professor do Instituto de Física da UFRGS de 1967 a 2012, quando se aposentou como Professor Titular. Em 2014 recebeu o Título de Professor Emérito. Foi docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Física desse Instituto de 2002 a 2013. É professor colaborador da Universidade de Burgos/Espanha desde 1998. Integrou, como Secretário de Ensino, a Diretoria da Sociedade Brasileira de Física em 1973 e 1974. Participou da Comissão de Educação da União Internacional de Física Pura e Aplicada (IUPAP) de 1975 a 1987. Suas áreas de interesse são o ensino de ciências e a pesquisa em ensino de ciências, particularmente Física. Dedica-se também a teorias de aprendizagem, especialmente a da aprendizagem significativa. Além disso, atua em filosofia da ciência, metodologia da pesquisa em educação e metodologia do ensino superior. Foi editor da Revista Brasileira de Ensino de Física de 1989 a 1993, da Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências de 2001 a 2005, da revista Experiências em Ensino de Ciências de 2007 a 2011 e do periódico Investigações em Ensino de Ciências desde 1996 a 2014. É editor da revista Aprendizagem Significativa em Revista desde 2011. Pesquisador Sênior do CNPq desde 2015.

Email: marco.moreira@ufrgs.br 

PROPOSTA

O objetivo do minicurso é descrever a   teoria da aprendizagem significativa, de David Ausubel, fazendo uso de uma estratégia desenvolvida por Joseph Novak e fundamentada, ou originada, na própria teoria: o mapeamento conceitual. Concomitantemente, o texto procura evidenciar a potencialidade dos mapas conceituais como estratégia para facilitar a aprendizagem significativa, em situação formal de ensino, como instrumento de avaliação da aprendizagem e de análise do conteúdo curricular.

DATA: 15/05/2018

HORÁRIO: 14- 17H

30 VAGAS

 

 

MC 3 A UTILIZAÇÃO DE DILEMAS MORAIS DE SAÚDE COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO E PESQUISA NO ENSINO DE CIÊNCIAS

RESPONSÁVEIS Julio Cesar Bresolin marinho (UNIPAMPA, Campus Uruguaiana) e João Alberto da Silva (FURG)

BIOGRAFIAS

Julio Cesar Bresolin Marinho – Doutorando e Mestre em Educação em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde – Associação Ampla entre UFRGS/UFSM/FURG. Licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Pampa/UNIPAMPA, Campus São Gabriel. Integrante do Núcleo de Estudos em Epistemologia e Educação em Ciências (NUEPEC/FURG). Atua como Professor da Universidade Federal do Pampa – UNIPAMPA, Campus Uruguaiana – Área: Ensino de Ciências. Possui interesse na área da Educação em Ciências, trabalhando nos últimos anos com a temática da saúde junto ao público adolescente no Brasil e em Cabo Verde, por meio de Convênio de Cooperação Internacional do Brasil, financiado pela CAPES/AULP.

 

João Alberto da Silva – Pedagogo e Psicólogo, Mestre e Doutor em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-UFRGS, com doutorado-sanduíche na Universidade de Genebra. Professor na Universidade Federal do Rio Grande-FURG junto aos cursos de Licenciatura e no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde. Líder do Núcleo de Estudos em Epistemologia e Educação em Ciências (NUEPEC). Gerencia Convênios de Cooperação Internacional do Brasil, financiados pela CAPES/AULP, com Moçambique e com o Cabo Verde para formação de professores em Ciências e Matemática, bem como tem acordos de cooperação com a Universidade de Salamanca (Espanha) e Universidade de Juliaca (Peru). Consultor do INEP para avaliação de cursos graduação (SINAES) e para elaboração de itens para a Prova Brasil de Matemática (SAEB), Prova Nacional de Acesso à Carreira Docente e Avaliação Nacional da Alfabetização. Integra a Comissão de Assessoramento Didático-Pedagógico na área de Matemática e suas Tecnologias da Diretoria de Avaliação da Educação Básica do INEP. Membro da Comissão de Avaliação do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Tem interesse em atividades de extensão para popularização e divulgação de Ciência e Tecnologia e de pesquisa em Ensino Ciências e Matemática para anos iniciais do Ensino Fundamental.

E-mail: marinhojcb@gmail.com

 

PROPOSTA

O minicurso pretende apresentar as potencialidades dos dilemas morais como uma estratégia, tanto de ensino quanto de pesquisa, para o trabalho com questões que envolvem saúde e são de difícil abordagem. Evidenciamos que o uso de dilemas tem se mostrado eficiente para mobilizar os sujeitos, pois permite projeção, supera a inibição, promove diálogo entre pares, favorece o respeito mútuo e uma compreensão mais holística da saúde. Durante o minicurso serão apresentadas as diretrizes para a elaboração de dilemas morais e após os participantes irão produzir materiais que poderão ser utilizados em suas pesquisas e/ou prática de sala de aula.

DATA: 15/05/2018

HORÁRIO: 14 – 17H

50 VAGAS

NÚMERO DE VAGAS

 

MC 4 TEXTOS DE  DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA COMO RECURSO PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS

 RESPONSÁVEL Marcelo Rocha (CEFET/RJ)

BIOGRAFIA

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2000), Mestrado em Educação em Ciências e Saúde – Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003) e Doutorado em Ciências Biológicas (Zoologia) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2011). Possui Pós-doutorado em Administração Pública pela EBAPE na Fundação Getúlio Vargas.Atuou como Professor Assistente do Centro Universitário Augusto Motta e da Universidade Estácio de Sá. Tem experiência na área de Educação, Biologia Marinha e Zoologia, atuando principalmente nos seguintes temas: divulgação científica, taxonomia, biologia marinha e biologia molecular. Leciona disciplinas relacionadas à Bioquímica,Biologia Marinha, Pesquisa e Prática na área de Biologia, Ecologia e Microbiologia. Atualmente atuo como professor no Ensino Superior e no Programa de Pós Graduação em Ciência, Tecnologia e Educação do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ). Além disso, sou chefe da Divisão de Editoração, responsável pela Revista Tecnologia e Cultura e coordeno o Laboratório de Divulgação Cientifica e Ensino de Ciências (LABDEC).

 

E-mail: rochamarcelo36@yahoo.com.br

 

PROPOSTA

A divulgação científica faz parte das ações de popularização da ciência, proporcionando ao público interagir com o conhecimento produzido pelos cientistas. Nesse sentido, esse material surge como um campo de trabalho por meio do qual os conhecimentos são difundidos sem objetivos didático-pedagógicos e sem a finalidade de formar especialistas, nem tampouco aperfeiçoar os peritos em sua especialidade.  Diante das novas concepções de ensino, o objetivo da oficina é proporcionar momentos de apropriação e reflexão sobre o uso de textos de divulgação cientifica no ensino. A proposta é promover o debate acerca deste material com um importante recurso didático, que complementa materiais tradicionais como, por exemplo, o livro didático.

DATA: 15/05/2018.

HORÁRIO: ENTRE 9 – 12H

30 VAGAS

 

REFERÊNCIAS

FERREIRA, L. N. A; QUEIROZ, S. L. Textos de Divulgação Científica no Ensino de Ciências: uma revisão. ALEXANDRIA Revista de Educação em Ciência e Tecnologia, v.5, n.1, p.3-31, 2012

PASSERI, M.G.; AIRES, R.M.; ROCHA, M.B. Reelaboração discursiva de um texto de Divulgação Científica sobre crise hídrica em um livro didático de Ciências. Revista Eletrônica Ensino, Saúde e Ambiente, v. 10, n. 1, p. 142-162, 2017.

ROCHA, M. Textos de divulgação científica na sala de aula: a visão do professor de ciências. Revista Augustus, v. 14, n. 29, p. 24-34, fev. 2010.

SOUZA, P. H. R; ROCHA, M. B. Análise da linguagem de textos de divulgação científica em livros didáticos: contribuições para o ensino de biologia. Ciência & Educação, Bauru, v. 23, n. 2, p. 321-340, 2017.

 

 

MC5 METACOGNIÇÃO E ENSINO DE CIÊNCIAS: ASPECTOS TEÓRICOS E PROPOSTAS DE ATIVIDADE EM SALA DE AULA

RESPONSÁVEL Marta Maximo Pereira (CEFET/RJ – CAMPUS NOVA IGUAÇU)

BIOGRAFIA

A professora Marta Maximo possui graduação em Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e licenciatura em Física pela mesma instituição. É mestre em Ensino de Física também pela UFRJ e doutora em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação Interunidades em Ensino de Ciências (modalidade Ensino de Física) da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é professora do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico do CEFET/RJ, no campus Nova Iguaçu, atuando como professora de Física do Ensino Médio desde 2009. No âmbito do Laboratório de Pesquisa em Ensino de Ciências (LaPEC) do CEFET/RJ Nova Iguaçu desenvolve projetos de pesquisa e extensão e orienta alunos. Tem interesse pela pesquisa em Ensino de Ciências, em especial, pelos seguintes temas: ensino-aprendizagem de ciências, teoria sócio-histórico-cultural, interação discursiva, metacognição, ensino por investigação, jogos didáticos.

E-mail: martamaximo@yahoo.com 

PROPOSTA

O objetivo do minicurso é apresentar o conceito de metacognição e alguns de seus aspectos teóricos que podem subsidiar a elaboração de propostas didáticas. Tais propostas visam a levar os estudantes a refletirem sobre seus processos de aprendizagem, a fim de que dificuldades possam ser superadas. Na primeira parte do curso, serão relatados resultados de pesquisas, nacionais e internacionais, sobre habilidades e conhecimentos metacognitivos no ensino de ciências. Na segunda parte do curso, algumas propostas de atividades metacognitivas serão apresentadas e realizadas junto aos participantes. A participação ativa dos presentes ao curso, tanto pela colocação de perguntas e comentários como pela realização das atividades propostas, será estimulada.

DATA: 15/05/2018.

HORÁRIO: ENTRE 9 – 12H

NÚMERO DE VAGAS 25    VAGAS

 

 

MC 6 DROGAS, EDUCAÇÃO E SAÚDE: DESMISTIFICANDO O TEMA NAS ESCOLAS.

RESPONSÁVEL: Francisco José Figueiredo Coelho (IOC/FIOCRUZ; GIEESAA/UFRJ)

BIOGRAFIA: Licenciado em Ciências Biológicas (UERJ), Especialista em EaD e em Educação de Jovens e adultos, Diversidade e Inclusão social (UFF). Mestre em Tecnologia Educacional nas Ciências da Saúde (UFRJ) e Doutorando em Ensino em Biociências e Saúde (IOC/Fiocruz).  Desde 2004 desempenha função docente na Educação pública em níveis básico e superior. Trabalha com formação online de professores. Pesquisador na área de Formação docente e prevenção do uso abusivo de Drogas (IOC/Fiocruz) e Coordenador de GT sobre Drogas no Grupo Interdisciplinar de Educação, Eletroquímica, Saúde, Ambiente e Arte (GIEESAA/UFRJ). Coordenador e professor da disciplina Educação, Drogas e Saúde nas Escolas (Fundação CECIERJ).

E-mail: ensinodeciencias.ead@gmail.com

 MONITORA: ROSANA GERPE

 

PROPOSTA: Abrir uma discussão sobre as abordagens educativas sobre drogas nas escolas, buscando desconstruir equívocos acerca do tema e reconhecendo receios e limitações docentes para lidar com o tema. A partir disso, oferecer ferramentas artísticas e sugestões para os profissionais de ensino e pesquisa a fim de construir espaços de diálogo e aprendizagem sobre o tema com viés preventivo em suas aulas. EMENTA: Drogas no contexto adolescente; Abordagens educativas sobre drogas; Espaços de diálogo e aprendizagem sobre drogas na perspectiva preventiva: ferramentas e sugestões.

 

REFERÊNCIAS

ACSELRAD, G. Quem tem medo de falar sobre drogas? Falar mais para se proteger. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2015. p.164.

ADADE, M.; MONTEIRO, S. Educação sobre drogas: uma proposta orientada pela redução de danos. Educação e Pesquisa,  São Paulo, v. 40, n. 1, p. 215-230, jan./mar. 2014. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ep/v40n1/aop1140.pdf.> Acesso em 01 de novembro de 2018.

COELHO, F. J. F.; MONTEIRO, S. A animação como ferramenta educativa sobre drogas nas aulas de biociências: análise do filme guerra ao drugo. In: Encontro Regional de Ensino de Biologia da 2ª regional RJ/ES. Rio de Janeiro, 7, 2017, Rio de Janeiro. Anais… Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e Instituto Benjamin Constant, 2017. Disponível em: < http://mgscconsultoria.com.br/download/viii_erebio/Anais_VIII_Erebio_2017.pdf>. Acesso em 24 de fevereiro de 2018.

COELHO, F. J. F.; MONTEIRO, S.; BARROS, M. D. M. PAPO ABERTO SOBRE CANNABIS: O USO DE CHARGES COMO ESTRATÉGIA EDUCATIVA PARA ESTIMULAR DEBATES SOBRE DROGAS NAS AULAS DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA.  In: IV Encontro Regional de Ensino de Biologia da 4ª regional. Minas gerais, 2017. Anais… Uberlândia: Universidade Federal de Uberlândia. Disponível em: <https://drive.google.com/file/d/1D-0axAlFRGYmAnEAPZZKkSor6W6uQE5O/view>. Acesso em 24 de fevereiro de 2018.

COELHO, F. J. F.; TAMIASSO-MARTINHON, P.; SOUSA, C. Entre o dialógico e o emocional nas abordagens educativas sobre o uso do álcool e outras drogas. In: IV Congresso Nacional de Educação (CONEDU), 11, 2017, João Pessoa. Anais… João Pessoa: Centro de Convenções, 2017. ISSN 2358-8829.  Disponível em: <http://editorarealize.com.br/revistas/conedu/trabalhos/TRABALHO_EV073_MD1_SA18_ID2198_05102017223604.pdf>. Acesso em 24 de fevereiro de 2018

CONCEIÇÃO, M. I. G., SUDBRACK, M. F. O. Uma década de prevenção do uso de drogas nas escolas públicas do Brasil. In: SUDBRACK, M. F.; CONCEIÇÃO, M. I. G.; SEIDL, E. M. F.; GUSSI, M. A. (Org.). A escola em rede para prevenção do uso de drogas no território educativo: Experiência e pesquisa no PRODEQUI/PCL/IP/UnB nos dez anos de formação de educadores de escolas públicas para prevenção do uso de drogas (2004-2014). Campinas: Armazém do Ipê, 2015.

DATA 15/5

HORÁRIO: 9 – 12 H

30 VAGAS

 

 

MC 7 CRIA-e: UMA PROPOSTA PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS POR MEIO DA ANÁLISE CRÍTICA DE NOTÍCIAS CIENTĪFICAS VEICULADAS NA MÍDIA DIGITAL ( VAGAS ESGOTADAS) LISTA DE INSCRITOSDownload

RESPONSÁVEIS: Miriam Struchiner (NUTES/UFRJ) e Marcelo Bernardo de Lima (NUTES/UFRJ)

BIOGRAFIAS

Miriam Struchiner Professora associada da Universidade Federal do Rio de Janeiro desde 1993, coordenadora do Laboratório de Tecnologias Cognitivas (LTC/NUTES) desde 1995, líder do grupo de pesquisa “Pesquisa e Desenvolvimento de Ambientes Construtivistas de Aprendizagem Presenciais e a Distância com o uso de Tecnologias da Informação e Comunicação”. Atua na área de Tecnologia Educacional, com ênfase na pesquisa e desenvolvimento de Ambientes de Aprendizagem baseados em Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) e no uso de Redes Sociais na Educação em Ciências e Saúde, principalmente nos seguintes temas: educação a distância, Internet e Educação, aprendizagem colaborativa, construtivismo social, formação de recursos humanos em saúde e educação em ciências e saúde na escola básica. Possui graduação em Desenho Industrial pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1977), mestrado em Educação – Boston University (1986) e doutorado em Educação – Boston University (1992). Atuou como Coordenadora do Programa de Pós-graduação do NUTES/UFRJ entre 1998-2002 e como Diretora do NUTES/UFRJ nos seguintes períodos: 2002-2010 e 2013-2015.

 

Marcelo Bernardo de Lima Formado em Ciências Biológicas (Licenciatura Plena) pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Tem experiência com Biotecnologia, especificamente na área de Criopreservação de sêmen de peixes, atuou como Bolsista. Tem experiência com Saúde Pública, especificamente na área de entomologia e fatores ambientais, atuou como Bolsista. Tem experiência em Microbiologia, atuou como Monitor da disciplina de Microbiologia. Atuou como Professor em Escolas Particulares, no Ensino Fundamental e Médio por mais de 5 anos.

Email miriamstru@gmail.com

PROPOSTA

O objetivo desse minicurso é apresentar o modelo de ensino CRIA-e, desenvolvido para estimular o pensamento crítico e a participação ativa dos alunos por meio da integração de Questões Sócio Científicas (QSC) ao Ensino de Ciências (EC), a partir de notícias veiculadas na mídia digital, que apresentem controvérsias em relação à Ciência, Tecnologia, Economia, Política, Ética etc. Este modelo foi construído com base nos princípios de ensino da Pesquisa e Inovação Responsáveis (RRI) (OKADA, 2016), as propostas de ensino CTS (AIKENHEAD, 1994; MOL; SANTOS, 2000) e as propostas de ensino com QSC (EILKS, 2010; SADLER, 2011) e propõe uma série de etapas (escolher as notícias; analisar a confiabilidade e questionar as fontes; analisar as informações; comunicar e refletir), bem como a criação e utilização de um ambiente de blog na Internet, para o compartilhamentos das atividades. Trata-se de uma proposta que visa contribuir para mudanças nas práticas de EC para a formação crítica e cidadã dos alunos, levando em conta seus contextos, conhecimentos, valores e suas participações ativas ao longo do processo de ensino-aprendizagem.

O curso se desenvolverá da seguinte forma:

  • Contextualização sobre a construção do modelo CRIA-e
  • Fundamentação teórica
  • Apresentação das etapas do modelo
  • Relatos de aplicação do modelo no Ensino Superior e na Escola Básica
  • Discussão com os participantes sobre possibilidades de aplicação do CRIA-e em suas práticas.

DATA: 15/5/2018

HORÁRIO: 9:00 às 12:00

10 VAGAS   

 

REFERÊNCIAS

AIKENHEAD, G. What is STS in science teaching? In J. Solomon & G. Aikenhead (Eds.), STS education: International perspectives on reform. New York: Teachers College Press, 1994.

EILKS, I. Making chemistry teaching relevant and promoting scientific literacy by focusing on authentic and controversial socio-scientific issues. Presentation at the annual meeting of the society for didactics in chemistry and physics, Potsdam, Germany, 2010.

MÓL, G. S.; SANTOS, W. L. P. (Coords.). Química na sociedade. 2 ed. Brasília: Editora da UnB, 2000.

OKADA, A. Engaging Science: Innovative Teaching for responsible citizenship. Milton Keynes: The Open University, 2016.

SADLER, T. D. Socio-scientific issues-based education: What we know about science education in the context of SSI. In: Socio-scientific Issues in the Classroom. Springer Netherlands, p. 355-369, 2011.

 

MC 8 A METACOGNIÇÃO COMO FERRAMENTA DE ENSINO E APRENDIZAGEM

 RESPONSÁVEL: Prof. Mauricio A. P. Peixoto. Doutor em Medicina, FM – UFRJ. Professor Associado do Laboratório de Currículo e Ensino. Núcleo de Tecnologia para a Saúde (NUTES)
Universidade Federal do Rio de Janeiro

 BIOGRAFIA

Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1980), mestrado em Medicina (Clínica Obstétrica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1987) e doutorado em Medicina (Clínica Obstétrica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1990). Atualmente é Professor Associado I da Universidade Federal do Rio de Janeiro no NUTES (Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde). Tem experiência na área de processos de aprendizagem , com ênfase em Ciências da Saúde, atuando principalmente nos seguintes temas: aprendizagem, metacognição, comunidades virtuais, enfermagem, medicina e interação.

E-MAIL: geac.ufrj@gmail.com

PROPOSTA

Fundamentação teórica

Os problemas na formação, a desprofissionalização e o sucateamento, são elementos presentes na construção da identidade profissional do docente e que o afastam do campo da pesquisa.

É neste contexto que acreditamos que a metacognição pode ser empregada no campo de formação de professores, pois, segundo Flavell (1979) a metacognição pode ser considerada um discurso de segundo nível sobre a cognição, e desta forma observa-se a sua potencialidade se empregada em contextos formativos, auxiliando no amadurecimento e no fomento da capacidade reflexiva do docente. Sendo a metacognição considerada uma tecnologia educacional simbólica por fazer uso de símbolos como ferramentas de solução de problemas da prática educativa.

O uso de estratégias metacognitivas traz benefícios educacionais. Compreender ou produzir um texto é uma tarefa complexa; produto de um processo de pensamento. Decorre daí que quanto maior o conhecimento metacognitivo, melhor o desempenho nestas tarefas. Dunlosky & Hertzog (1998) mostram que ser capaz de prever o grau de aprendizado de um dado tópico torna o estudo mais eficaz. Variadas são as ferramentas metacognitivas para o aprendizado, como por exemplo, estratégias de leitura ( Joly et al.,2004; Cantalice , 2004); “scaffolding” como processo de estruturação do aprendizado ( Holton &Clarke, 2006), heurísticas para solução de problemas (Davidson; Sternberg, 1998).

Professores devem favorecer a Metacognição em seus alunos, já que o objetivo da educação é formar profissionais capazes de julgar. Ensinar a metacognição facilita a consecução deste objetivo, pois desta forma eles “são ensinados a aprender, processar a informação e a pensar de forma independente e eficaz” Bradea (2014)

É possível ensinar a Metacognição. Peixoto et al. (2010) relataram o uso de estratégias metacognitivas para ensinar método científico a estudantes de pós-graduação. Baseados na abordagem construtivista utilizaram técnicas de mobilização para promover o conflito cognitivo entre as crenças dos alunos sobre o pensar científico e tarefas simuladas durante um curso de metodologia científica. Como resultado observaram efeitos abrangentes no comportamento e no pensar dos estudantes.

Ainda que de forma incipiente a metacognição vem sendo inserida na formação do professor de biologia. No entanto, o número reduzido de trabalhos, indica a necessidade de fomentar ações que venham a desenvolver este campo de pesquisa. Uma das formas de se pensar esse fomento, é inserindo outras estratégias metacognitivas nos ciclos formativos, como por exemplo, o relato reflexivo, o “pensar alto” e outras estratégias descritas na literatura.

Objetivos

  1. Apresentar conceitos básicos da MTCG
  2. Favorecer a vivência dos processos metacognitivos nos participantes
  3. Apresentar e desenvolver algumas técnicas de ensino sob o viés metacognitivo.

Procedimentos didáticos:

Preleção dialogada e Técnicas vivenciais

DATA: 15/5/2018.

HORÁRIO: 14 – 17H

20 VAGAS

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRADEA, A. The Role of Metacognition in Teaching. 2nd IRI International Educational Conference. Anais… . p.138–150, 2014. Komarno, ESLOVÁQUIA: János Tibor KARLOVITZ. Disponível em: <http://www.irisro.org/educonf2014october/42AdelaBradea.pdf>. Acesso em: 1/12/2014.

DAVIDSON, J.; STERNBERG, R. J. Smart problem solving: How metacognition helps. Metacognition in educational theory and practice, 1998. New Jersey, USA: Lawrence Erlbaum Associates.

DUNLOSKY, D.; HERTZOG, C. Training programs to improve learning in later adulthood: Helping older adults to educate themselves. Metacognition in educational theory and practice, 1998. New Jersey, USA: Lawrence Erlbaum Associates.

FLAVELL, J. H. Metacognition and cognition monitoring: a new area of cognitive-developmental inquiry. Americam Psychologist, Washington, D.C., v. 34, p. 906-911, 1979.

HOLTON, D.; CLARKE, D. Scaffolding and metacognition. International Journal of Mathematical Education in Science and Technology, v. 37, n. 2, p. 127–143, 2006. Disponível em: <http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/00207390500285818>. Acesso em: 22/2/2016.

JOLY, M.; CANTALICE, L. DE; VENDRAMINI, C. M. M. Evidências de validade de uma escala de estratégias de leitura para universitários. Interação em Psicologia, v. 8, n. 2, p. 261–270, 2004. Disponível em: <https://www.researchgate.net/profile/Claudette_Vendramini/publication/267697354_Evidncias_de_Validade_de_uma_Escala_de_Estratgias_de_Leitura_para_Universitrios/links/552ed1d50cf2acd38cbbd8f5.pdf>. Acesso em: 22/2/2016.

LUCICLEIDE MARIA DE CANTALICE. Ensino de estratégias de leitura. Psicol. esc. educ., v. v.8, n. n.1, p. 105–106, 2004. Disponível em: <http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-85572004000100014&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt>. Acesso em: 7/4/2010.

PEIXOTO, M. A. P.; SILVA, M. A.; ROCHA, C. C. Aprendizagem e metacognição no ensino de metodologia científica. Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências, v. 12, n. 1, p. 11, 2010. Disponível em: <http://www.portal.fae.ufmg.br/seer/index.php/ensaio/article/view/257/259>. .

 

 

MC 9 EDUCAÇÃO POLÍTICA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES E OS NOVOS ECOSSISTEMAS EDUCATIVOS NO CONTEXTO DO ENSINO DE CIÊNCIAS.

Responsável: Bruno Monteiro

BIOGRAFIA

Doutor em Educação em Ciências e Saúde (UFRJ). Mestre em Tecnologia Educacional nas Ciências da Saúde (UFRJ). Licenciado em Química e em Física. Técnico em Química. Professor Adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ/Macaé). Atuação nos grupos de pesquisa: Laboratório de Linguagens e Mediações (NUTES/UFRJ), Grupo de Estudos em Direitos Humanos e Educação em Ciências (UFT/ CEFET-RJ). Linguagens no Ensino de Química (UFRJ/Macaé). Pesquisas no campo da Educação e Divulgação em Ciências, com ênfase nas temáticas de formação de professores, direitos humanos, interculturalidade, decolonialidade, formação política, educação ambiental, espaços escolares, não escolares e virtuais de educação.  Professor do Programa de Pós Graduação em Educação em Ciências e Saúde NUTES/ UFRJ e Programa de Pós Graduação em Ensino de Química PEQUI/ IQ/ UFRJ.

PROPOSTA

Introduzir a reflexão entre graduandos e pós-graduandos e professores da rede básica sobre os debates contemporâneos acerca da dimensão política e cultural do ensino de ciências. Movimento Decolonial, Alfabetização Científica, Educação Ambiental Crítica, Direitos Humanos e atuação política na formação de professores nas práticas de ensino aprendizagem.

DATA: 15/5

HORÁRIO 9 -12H 

NÚMERO DE VAGAS: 25

 

 

MC 10 CONTEÚDOS CORDIAIS: QUÍMICA HUMANIZADA PARA UMA ESCOLA SEM MORDAÇAS. CANCELADO.

Responsável: Roberto Dalmo

BIOGRAFIA

Licenciado em Química pela Universidade Federal Fluminense (2012), Mestre em Ciência, Tecnologia e Educação pelo CEFET-RJ (2014), Doutor em Ciência, Tecnologia e Educação pelo CEFET-RJ (2017). Foi professor da Escola Básica e da Universidade Federal do Tocantins (UFT) entre 2014-2017. Atualmente é professor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Atua principalmente na busca pela convergência entre Educação em Ciências e Educação em Direitos Humanos, (re)pensando a prática e a formação de Professores de Ciências.

 

PROPOSTA

A pedagogização de conteúdos conceituais químicos a partir da relação com aspectos da Educação em Direitos Humanos é o ponto central deste livro. Formado por nove capítulos os(as) autores(as) abordam funções orgânicas, transformações químicas, funções inorgânicas, radioatividade, a química dos hormônios, química das argilas e o ciclo do nitrogênio. O que de Direitos Humanos existe nisso? A escolha de trabalhar funções inorgânicas a partir das pimentas utilizadas em rituais de candomblé; a produção de sabão a partir da discussão sobre mulheres quebradeiras de coco – mulheres de vida sofrida no norte e nordeste do país; a química das funções inorgânicas a partir dos conflitos das atividades mineradoras; a radioatividade baseando-se em uma discussão sobre gênero; transformações químicas a partir de aspectos sociais e econômicos do lixo e da vida dos catadores; a água a partir do direito à água e da problematização sobre como o acesso a esse bem ocorre em diferentes classes sociais; a química das argilas a partir da relação com o trabalho dos trabalhadores da indústria dede cerâmica; O ciclo do nitrogênio a partir das atividades de agricultores e da discussão sobre o direito à terra. Cada capítulo é permeado pela concepção ética de Adela Cortina – a ética da razão cordial – e busca uma química humanizada para uma escola sem mordaças.
Mais informações:  Citação: OLIVEIRA, R. D. V. L.; QUEIROZ, G. R. P. C. (Orgs.) Conteúdos Cordiais: química humanizada para uma escola sem mordaças. São Paulo, Editora Livraria da Fisica, 2017, 163p

E-MAILS: anaclmonteiro@gmail.com, mazamoraes@gmail.com

DATA 15/5.

HORÁRIO 9 – 12H 

 

 OFICINAS

 

OF 1: ESCRITAS ENCARNADAS, FEMINISMOS E TECNOCIÊNCIAS: ENCONTROS COM DONNA HARAWAY, ISABELLE STENGERS , VINCIANE DESPRET  E GLORIA ANZALDÚA. CANCELADA

Responsáveis: Ana Claudia Monteiro (UFF) e Marcia Moraes (UFF)

BIOGRAFIAS

Ana Claudia Monteiro Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense (1998), mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2002) e doutorado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2009). Atualmente é professora na classe adjunto da Universidade Federal Fluminense. Tem experiência na área de Psicologia e Filosofia, com ênfase em História e Epistemologia da Psicologia, Motivação e Processos Afetivos, Filosofia Francesa Contemporânea, principalmente Deleuze, Foucault e Serres e Estudos em Ciência, Tecnologia e Sociedade, atuando principalmente nos seguintes temas: Epistemologia Moderna e Contemporânea, Introdução à Psicologia, estudos sobre antropologia das emoções, relação entre subjetividade e corpo e entre corpo e afecção, Estudos da deficiência, Estudos CTS, produção de subjetividade, psicologia e instituições.

Marcia Moraes Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense (1988), mestrado em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1992), doutorado em Psicologia (Psicologia Clínica) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1998) e pós-doutorado em Psicologia Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro / Lancaster University (2009/2010). Atualmente é Professora Titular do Departamento de Psicologia da Universidade Federal Fluminense, ministrando aulas na graduação e na pós-graduação strito sensu – mestrado e doutorado. Desenvolve pesquisas ligadas aos seguintes temas: epistemologia da psicologia, psicologia e estudos de ciência, tecnologia e sociedade (CTS), feminismos e estudos da deficiência. Desde o ano de 2003 vem realizando pesquisas no campo da deficiência visual, fazendo uso de métodos e referenciais de investigação orientados pelos estudos CTS, em particular pela teoria ator-rede. É bolsista da Faperj / Cientista do Nosso Estado. Nas publicações científicas assina MARCIA MORAES.

 

PROPOSTA

O objetivo desta oficina é promover uma sensibilização em torno do feminino na ciência, tendo como dispositivo  os escritos de Donna Haraway , Isabelle Stengers, Vinciane Despret e Gloria Anzaldúa. Estão, portanto, articulados nessa proposta os temas : corpos e escritas – incluindo aí a noção de que o conhecimento se dá de forma situada e encarnada; os feminismos – considerando a multiplicidade do pensamento feminista  na ciência e na pesquisa entrecortados pelas diferenças; as tecnociências,  reafirmando o cotidiano trabalho de composição do social que se faz nas bancadas dos laboratórios, nos questionários e resultados das pesquisas científicas, nos quais, como contraponto à modernidade,  reafirmamos a impossibilidade da dicotomia entre natureza e sociedade.  Nesse sentido, acompanhamos o olhar de Haraway, Stengers, Despret e Anzaldúa que nos trazem a experiência feminista dialogada com a Teoria Ator-rede apontando também  um conhecimento em movimento, destituído de verdades absolutas e constituído por redes e arranjos híbridos.  Desse modo, ressaltamos que um dispositivo de pesquisa  define-se como um arranjo heterogêneo de elementos que, uma vez agenciados, performa realidades. Pesquisar é, pois, prática arriscada, envolve transformações não previstas. A pesquisa é um fazer artesanal, um manejo, que se constitui  como política ontológica, compondo e fazendo existir o mundo em que vivemos.  A partir das conexões entre as feministas supracitadas,  compartilharemos o que produzimos em nosso coletivo de pesquisadores/as em psicologia no Brasil, um país de dimensões continentais,   entrelaçadas como uma rede de conexões e afetações a partir desse manejo, por nós afirmado como pesquisarCOM (MORAES, 2010). Tal manejo encontra ressonâncias com a metáfora, proposta por Stengers (1989), do(a) pesquisador(a) como caçador(a) solitário(a)   disposto(a) a esperar, a conhecer o tempo do interlocutor, transitando delicadamente pelo território da pesquisa, atentando para as singularidades. Nossa oficina apresentará pontos dialogados entre nosso coletivo e as autoras feministas  e retalhos de escritas que seguem como metáfora de nossas costuras nesse coletivo, configurando a pesquisa como artesania.

E-MAILS: anaclmonteiro@gmail.com, mazamoraes@gmail.com

DATA 15/5.

HORÁRIO 14 – 17H 

30 VAGAS

 

 

OF 2: RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS, PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADE E SABER CIENTÍFICO

RESPONSÁVEIS: ABRAHÃO SANTOS (UFF), FATIMA LIMA (UFRJ), LUIZA OLIVEIRA (UFF)

BIOGRAFIAS

Abrahão Santos: psicólogo, professor do Instituto de Psicologia-UFF e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFF; coordenador do Kitembo – Laboratório de Estudos da Subjetividade e Cultura Afro-brasileira. Publicou: A educação e a saúde da população negra, em Ensino, saúde e ambiente, v. 10, n. 3, 2017; Candomblé and resistence, em Schneider, K e Yasar, B. Situational Diagram, Nova Iorque: Dominique Levy, 2016; Culture africaine au Brésil: Rêve, résistance et singularisation, Chimères, nº 86, 2015. abrahaosantos@hotmail.com

Fátima Lima: Antropóloga. Feminista alinhada ao Feminismo Negro, decolonial e Anti-Colonial. Doutora em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro/IMS/UERJ. Pós Doutora em Antropologia Social pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social/PPGAS do Museu Nacional/UFRJ Professora Adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro/Macaé. Professora do Programa Interdisciplinar de Pós Graduação em Linguística Aplicada- PIPGLA da Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ. Professora do Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico-raciais/ CEFET/RJ. É autora do livro “Corpos, Gêneros, Sexualidades – políticas de Subjetivação”. Atua no campo das Ciências Humanas e Sociais e nos estudos de linguagens, discursos e narrativas, principalmente com os seguintes temas: Raça, Gênero, Sexualidade, Teorias Feministas (com ênfase nos feminismos negros e decoloniais), Processos Políticos de Subjetivação e Estudos e Pesquisas com os grupos ditos subalternizados.

Luiza Oliveira: Psicóloga formada pela Universidade Federal Fluminense (1992), possui Doutorado (2003) e Mestrado em Educação (1998) pela Universidade de São Paulo. Professora do Curso de Graduação em Psicologia, professora do Programa Stricto Sensu em Psicologia e Professora do Programa Stricto Sensu em Ensino de Ciências da Natureza da Universidade Federal Fluminense. Editora da Revista Ensino, Saúde e Ambiente. Temas de interesse: Ensino e Ciência; Práticas Psi na Escola.

PROPOSTA

 Esta oficina tem como questão central a urgente necessidade de tomar, no campo dos diversos saberes, as questões raciais como a espinha dorsal das vicissitudes e precipitações nos processos de aprendizagem. A partir da perspectiva crítica sobre o racismo colonizador e a branquitude, aliados às reflexões sobre as opressões de gênero e sexualidades a partir da perspectiva do feminismo negro, ainda mais firmemente na insurgência dos saberes locais, queremos re-pensar o modo de produção de saber-poder a partir dos valores ocidentais ou europeus, representada pela escrita acadêmica e o modo de expressão pretensamente universal. No diálogo com Gonzalez, hooks, Freire, Fanon e outros, assumiremos a atitude insurgente, para construir reflexões e conceitos relacionados à aprendizagem de ciências.

DATA 15/5.

HORÁRIO 14 – 17H 

20 VAGAS

 

REFERÊNCIAS

FANON, FRANZ. Pele negra, máscaras brancas. Salvador: Edufba, 2008.

FERNANDES, Florestan. A integração do negro na sociedade de classes. São Paulo: Globo, 2014, vol 2.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. 11 edição. São Paulo: Paz e Terra, 1992.

GONZALEZ, Lélia. Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira. In: Revista Ciências Sociais Hoje, Anpocs, 1984, p 223-244.

hooks, bell. Ensinando a Transgredir: a Educação como Prática da Liberdade. 2 edição: Martins Fontes, 2017.

MBEMBE, Achille. Crítica da Razão Negra. Lisboa, Antígona, 2014.

 

 

OF3– Vida dos Insetos: “BOCAS e ASAS: PARA QUE TE QUERO?”  (montagem de modelos e brinquedos)

Equipe: Tânia Goldbach (Espaço Ciência Viva – ECV e IFRJ), Rubem Figueira (graduando UFRJ – mediador ECV), Clara Luíza Rulff da Costa (graduanda – UFRJ e colaboradora ECV), Aryel Ferraz (graduanda – IFRJ e colaboradora ECV), Gabriele Sthel (graduanda – IFRJ e colaboradora ECV), Thais Junger (pós-graduanda – IFRJ e colaboradora ECV), Gabriela Allil Abreu (bolsista e mediadora ECV) e Ana Luiza de Oliveira Nascimento (Doutora em Entomologia – USP e colaboradora ECV).

Instituição: ECV – Espaço Ciência Viva

Proposta:

O Espaço Ciência Viva realiza atividades voltadas para a educação e divulgação científica para atendimento de grupos escolares e outros, assim como oficinas nos eventos mensais denominados “Sábados da Ciência” voltadas para público amplo.  Entre as inúmeras temáticas “Vida dos Insetos” tem sido alvo da equipe de mediadores e colaboradores da entidade, pois é um tema que favorece a realização de atividades interativas e de observação, além de contribuir para o desenvolvimento de bases do conhecimento biológico importantes (olhar adaptativo e relação ser vivo-meio), visto ser este grupo de grande sucesso evolutivo. A oficina será dividida em duas partes: 1) “Boca: para que te quero”, que envolve atividades de observação direta de organismos (secos, fixados e vivos) e a montagem de modelos de cinco tipos de aparelhos bucais de insetos; e 2) “Brincando com as asas dos insetos”, que aborda diferentes tipos de asas e vôos de insetos comuns, adaptando o brinquedo infantil “vai-e-vem”. As duas atividades utilizam materiais de fácil acesso e contam com informações de conteúdo biológico destacadas em fichas (aspectos morfológicos adaptativos e hábitos alimentares de diferentes insetos, frequência de batimentos das asas, tipo de vôos, exemplos de distâncias, motivação dos vôos, etc) para enriquecer a atividade, que tem predominantemente objetivo lúdico, voltado para público infanto-juvenil. A oficina pretende explorar as habilidades de observação, criatividade manual e o desenvolvimento do pensamento biológico com foco nas características adaptativas que o grupo Insetos permite que seja bem abordado. Sugere-se dispor, adicionalmente, um livreto com letras de músicas e poemas que tratem de insetos com o objetivo de enriquecimento cultural das atividades. A elaboração desta oficina ocorreu com a participação dos mediadores do ECV, colaboradores e de especialistas e objetivou aperfeiçoar e ampliar uma das atividades anteriormente realizada, para serem dinamizadas no cotidiano do museu. Contou com a colaboração do Laboratório de Bioquímica de Insetos Hematófagos – Inst Bioquimica Médica UFRJ: Dra Ana Caroline P Gandara e Dr e Coord. Pedro Lagerblad de Oliveira.

DATA 15/5   HORÁRIO 9 – 12H   

 

 

OF4 ELABORAÇÃO DE RECURSOS PARA AULAS MAIS DINÂMICAS E INTERATIVAS EM ESPAÇOS EDUCATIVOS INOVADORES (VAGAS ESGOTADAS)  LISTA DE INSCRITOSDownload

RESPONSÁVEL: Pedro Miguel Marques da Costa (Universidade de Lisboa)

BIOGRAFIA

Licenciado em Química, pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, e Mestre em Ensino da Física e da Química, também pela Universidade do Porto.

Leciona as disciplinas de Física, Química e Ciências do Ambiente no terceiro ciclo do ensino básico (ensino fundamental) e no ensino secundário (ensino médio). Coordena o Projeto Espaços Educativos Inovadores e Sala de Aula do Futuro e desenvolve investigação na área das novas metodologias de ensino. Embaixador Scientix – Comunidade para a Educação Científica na Europa, pela European Schoolnet em representação da Comissão Europeia.

Atualmente cursa a pós-graduação em Administração Escolar na Universidade de Lisboa e é candidato ao prémio Global TeacherPrize, um prémio internacional, promovido pela Fundação Varkey, reconhecido como o “Nobel da Educação” para professores.

 

PROGRAMA

Esta oficina permitirá, aos participantes, realizar algumas atividades práticas e dinâmicas, possíveis de realizar com os alunos, em sala de aula, na abordagem de determinados conteúdos, com recurso às novas tecnologias, plataformas interativas que motivarão, ainda mais, os alunos para o estudo e interesse pela área das ciências e facilitarão o processo de ensino e aprendizagem.

Horário: 15/05 14h-17h

30 vagas

REFERÊNCIAS

– Alves, Ana Paula Andrade; Ferreira, Carla Valentim et al. (2015), Laboratórios de Aprendizagem: Cenários e Histórias de Aprendizagem. Lisboa: DGE/ERTE, Ministério da Educação.

– Arranca, Agostinho (2014), Inovação Pedagógica, Inevitabilidade ou Estratégia?, em Isabel Fialho, José Verdasca, Marília Cid, e Marília Favinha (orgs.), Políticas Educativas, Eficácia e Melhoria das Escolas, Évora, Centro de Investigação em Educação e Psicologia da Universidade de Évora, pp. 235-252.

– Comissão Europeia (2007). Competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida. Um quadro de referência europeu. Luxemburgo: Serviço das Publicações Oficiais das Comunidades Europeias. http://goo.gl/qQM2bx

– Lewin, C. & McNicol, S. (2014). Criar a Sala de Aula do Futuro: conclusões do projeto iTEC. http://fcl.eun.org/itec

 

 

0F 5 PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO DECOLONIAL: UMA INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA PRETA

Responsável: Lucas Veiga

Biografia: Psicólogo, psicoterapeuta e mestre em psicologia pela Universidade Federal Fluminense. Pesquisador independente sobre racialidades e sexualidades. Escreveu “Carta aberta aos negros e negras que lutam pelo fim da escravidão do pensamento”, “Todo branco é racista?”, “As diásporas da bicha preta” e “Descolonizar a psicologia: considerações a uma psicologia preta”, todos publicados na Revista Fórum.

PROGRAMA

Psicólogo, psicoterapeuta e mestre em psicologia pela Universidade Federal Fluminense. Pesquisador independente sobre racialidades e sexualidades. Escreveu “Carta aberta aos negros e negras que lutam pelo fim da escravidão do pensamento”, “Todo branco é racista?”, “As diásporas da bicha preta” e “Descolonizar a psicologia: considerações a uma psicologia preta”, todos publicados na Revista Fórum.

Proposta: A proposta do minicurso é discutir o efeito da colonização na produção de conhecimento, em especial, do apagamento ou silenciamento das epistemologias produzidas por intelectuais negros. A partir desse ponto, resgataremos produções negras sobre os efeitos do racismo e da diáspora nas subjetividades negras, dando luz ao fato da formação em psicologia no Brasil ainda ser predominantemente colonial e apontando caminhos para o enegrecimento das práticas psi a partir dos trabalhos de Wade Nobles, Naim Akbar, Frantz Fanon e Neusa Santos Souza.

Horário: 15/05 9h-12h

30 vagas

 

 

0F 6: DISCUTINDO VIOLÊNCIA DE GÊNERO NO ENSINO DE SAÚDE.

Responsáveis: Paula Land Curi (UFF) e Luciana da Silva Oliveira

Biografia:

Paula Land Curi – Graduação em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense. Mestrado em Pesquisa em Psicanálise pela UERJ. Doutorado em Psicologia Clínica pela PUC SP. Tem experiência de trabalho, como psicóloga, em unidades públicas de saúde voltadas ao atendimento de mulheres em situação de violência e nas políticas públicas de atendimento integral à mulher. Atualmente é professora de psicologia, no Instituto de Psicologia UFF, Niterói, desenvolvendo atividades de estágio, pesquisa e extensão com a temática de gênero.

Luciana da Silva Oliveira – Atualmente é doutoranda em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, 2008), Especialização em Análise Institucional, Esquizoanálise e Esquizodrama pela Fundação Gregório Baremblitt de Minas Gerais (FGB, 2011) e Mestrado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas, 2013). Tem experiência em: psicologia social; direitos humanos; políticas públicas em assistência social; atendimentos psicossociais; clínica e metodologias de grupo; esquizoanálise e processos de subjetivação; mediação de conflitos; gênero (especialmente atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e familiar).

 

Proposta:

A presente oficina tem como objetivo refletir sobre o ensino de saúde na formação em psicologia, em especial, sobre acolhimento de mulheres em situação de violência de gênero. Violência e gênero são duas categorias que não são discutidas no âmbito da formação universitária, embora presente no dia a dia da vida dos profissionais de saúde. Escuta-se constantemente que temáticas como essas não foram abordadas na formação, comprometendo significativamente à assistência e os cuidados dispensados, em especial, às mulheres, visto que as instituições reproduzem e legitimam práticas violentas e sexistas. Indubitavelmente, as violências de gênero têm repercussões na vida dos sujeitos, individual e coletivamente. Por isso, apostamos na necessidade de discutir, por meio desta oficina, a socialização e desigualdades de gênero, as origens e manifestações da violência contra a mulher, os ciclos da violência e efeitos no campo da saúde; os mitos sobre a violência, além das políticas intersetoriais voltadas ao enfrentamento da violência e a cultura da paz.

Email: paulalandcuri@id.uff.br

Data: 15/05 (terça)

Horário: 9 às 12h

Vagas: 20 vagas